26/05/2025

A Mentalidade Olímpica: Mantendo-se Pronto Quando os Resultados Não Aparecem

A Mentalidade Olímpica: Mantendo-se Pronto Quando os Resultados Não Aparecem

Por Viktor Thorup, Patinador de Velocidade Olímpico e Atleta Tend

Não sou o garoto que sonhava com as Olimpíadas. Eu não patinava em lagos congelados quando criança nem cresci com uma medalha de ouro acima da minha cama. Eu apenas encontrei algo em que era estranhamente bom e decidi perseguir isso.

Para mim, primeiro foi a patinação inline e, depois, inesperadamente, a patinação no gelo. Em 40 dias após mudar de esporte, ganhei uma medalha no Campeonato Mundial Júnior. Quatro anos depois, eu estava na linha de largada olímpica. Tudo aconteceu rápido — mas o que veio depois foi mais lento. Mais difícil. Mais revelador.

O Platô de Dois Anos Sobre o Qual Ninguém Fala

No esporte de elite, todos veem as medalhas. Ninguém vê o período em que nada melhora.

Entre 2020 e 2022, não estabeleci um único recorde pessoal. Nenhum. Dois anos de treinamento, mais de 1.400 sessões, e nenhum progresso tangível no papel. Se você não está melhorando na patinação de velocidade, não são as condições ou o clima. É você. Isso é brutal.

Isso me fez questionar tudo.

Mas me agarrei a algo em que acredito profundamente: quanto mais difícil a jornada, mais doce o resultado. Na minha cabeça, eu repetia sem parar. Vai valer a pena. Vai valer a pena.

E valeu.

A virada finalmente aconteceu. Eu não apenas atingi um recorde pessoal, mas ganhei minha primeira medalha na Copa do Mundo e me qualifiquei para as Olimpíadas — novamente.

Por Que Aproveitar o Processo Importa Mais do que Nunca

Antes daquela corrida, meu treinador de infância me ligou com um conselho que eu não esperava: “Lembre-se de aproveitar.” Eu precisava ouvir aquilo. No esporte, é fácil esquecer por que começamos. Quanto mais pressão existe, mais a alegria parece desaparecer.

Mas sorrir na linha de largada não significa que você não está falando sério. Significa que você está vivo no momento. Presente. E mais propenso a se esforçar mais quando importa.

Tento levar isso para tudo agora — treino, competição, até mesmo recuperação.

Descobrindo o Tend por Acidente

Falando em recuperação, aqui está algo que não planejei: encontrei o Tend rolando o Instagram um dia. Eu estava viajando, cansado e, honestamente, cético. Já experimentei cinco ou seis ferramentas de recuperação diferentes, de pistolas de massagem desajeitadas a calças de compressão. A maioria era muito grande, muito lenta ou simplesmente dava muito trabalho para usar na estrada.

O Tend chamou minha atenção porque era compacto. Mas o que me fez continuar usando foi a maneira como ele atingia exatamente os pequenos músculos estabilizadores dos quais dependemos na patinação. Ele me ajuda a sentir mobilidade — solto o suficiente para me mover, forte o suficiente para performar.

A maioria das ferramentas ou te amolece demais ou apenas vibra sem rumo. Isso era diferente. Tornou-se algo que eu realmente usaria antes de uma corrida. Isso foi novo para mim.

O Verdadeiro Segredo: Recuperação é Mais do que Ferramentas

Aqui está algo que quero que mais pessoas saibam: recuperação não é sobre encontrar o alongamento perfeito ou passar horas hackeando seu corpo. É sobre consistência.

Durma bem. Coma direito. Faça as pequenas coisas — todos os dias. Ferramentas de recuperação como o Tend são incríveis, mas funcionam melhor quando você construiu hábitos de cuidar do seu corpo muito antes de algo dar errado.

Considerações Finais

Da ausência de pistas de gelo na Dinamarca às finais olímpicas, de dois anos de estagnação a um pódio na Copa do Mundo — minha jornada esteve longe de ser linear. Mas esse é o ponto. Nada que vale a pena jamais é.

O que me mantém seguindo não são medalhas. É o impulso. A promessa de que, se eu aparecer hoje, algo bom está por vir.

E isso vale para qualquer um. Esteja você perseguindo um tempo de corrida, curando-se de uma lesão ou apenas tentando se mover melhor do que ontem — tudo começa com aparecer.